10 de mai. de 2010

Planejamento

Planejar... Planejar ... Planejar ...

Todos os dias planejamos:
sonhos a curto, médio e longo prazo:
a gravidez, a conclusão da graduação, o passeio do final de semana, a festa de aniversário, a ida ao mercado pela manhã, limpar a casa no início da tarde ...
E por diversos motivos, nossos planos nem sempre se concretizam, então é preciso se reorganizar, e planejar tudo de novo!
Retomo o assunto PLANEJAMENTO porque mais uma vez a prática numa turma de educação infantil me faz pensar sobre a importância e necessidade da flexibilidade.
O cronograma de atividades realizado ainda no início do estágio, já encontra-se em defasagem. Os planos que faço para a semana, dificilmente consigo concluí-lo aplicando todas atividades previstas.
Semana passada, não consegui realizar todas atividades do planejamento previsto para esta semana, pois a comemoração para o dia das mães acabou tomando mais tempo que o previsto.
Além disso a minha falta de experiência com educação infantil faz com que eu planeje e "re planeje" diversas vezes. Já aprendi que o tempo de concentração numa atividade é bastante curto. Essas "aprendizagens docentes" contribuem para o sucesso do planejamento, o olhar sensível do professor é muito importante na seleção das atividades.

Mas planejar com flexibilidade é isso...
é a possibilidade de rever a prática, é auto avaliação do trabalho docente, é reconhecer os próprios erros. O planejamento não pode ser um mero preenchimento de planilhas, ele precisa ser significativo e atingir as expectativas dos alunos.




Outras postagens sobre planejamento:
Planejamento e Avaliação
EJA
Planejamento

3 de mai. de 2010

A identidade das crianças negras

Essa semana me chamou atenção as bonecas que estão a disposição dos alunos. Entre as tradicionais "barbioes", com seus corpos brancos e magros, há bonecas negras. Crianças, de todas as cores, brincam com todas as bonecas, independente da cor. O tema diversidade, especificamente a etnico racial, vem sendo adotado pelo grupo de professores há bastante tempo. Além da fala, é preciso que os alunos tenham acesso e possam manusear diversos materiasi. Há alguns anos, quando eu tinha pré escola e trabalhava com essa faixa etária, nõa tive esse cuidado na seleção dos brinquedos, e a boneca negra não pertencia a rotina dos meus alunos.
Trazendo este tipo de material estamos contribuindo para a construção positiva da identidade da criança negra.

25 de abr. de 2010

Coisas de Criança


A criança sempre nos surpreende de alguma forma ... Semana passada um aluno, com 5 anos, me questionou quando fomos para o pátio:
Eu quero brincar !!! Não quero fazer brincadeira !!!

Anteriormente, havia explicado que primeiro faríamos uma brincadeira todos juntos, referindo-se a brincadeira dirigida, e depois poderiam brincar livremente. Para este aluno, haviam dois conceitos claros:


Brincar: atividade espontânea

Brincadeira: atividade dirigida


Mesmo que nossa intenção pedagógica seja recheada de bons objetivos, o brincar livremente é muito importante para a criança, e este momento não pode faltar na rotina o aluno da educação infantil.

Brincando livremente, sem perceber, as crianças revelam como são tratadas em casa. Quando brincam de casinha, ou mamãe e papai,ocupam o papel de adulto e repetem falas e atitudes de seus pais.

Quando brinca, a criança aprende e tem a oportunidade de vivenciar diferentes papéis do mundo adulto, experimentando situações diferentes, são capazes de reproduzir gestos e falas mais comuns dos seus pais, ou adultos com que convivem. Por isso é importante o olhar e interferência do professor quando as crianças não conseguem resolver algum conflito, ou quando a brincadeira gera desconforto e discriminação para alguma criança
.

19 de abr. de 2010

Autonomia e educação infantil





O que mais me chamou atenção nestes alunos do jardim,logo na primeira semana, foi a autonomia para as atividades da rotina. Por exemplo, quando é servido o café ou o almoço, eles já sabem o que fazer; lavam as mãos, servem-se 9ordenadamente,... sem bagunça!), comem, colocam o prato na outra mesa, escolvam os dentes... Fazem tudo isso sem precisar mandar ... Nos primeiros dias, enquanto levantavam para fazer tudo isso, eu ficava pedindo pra sentar, e perguntando onde íam sem minha autorização !!! Olha só a minha pretensão !!! Aos poucos fui me dando conta que agindo daquela forma estava interferindo na autonomia deles ...


Eles circulam livremente pela sala ... diferente da rotina de uma turma do ensino fundamental, que geralmente permanecem (por exigência nossa!) sentados, e costumam pedir tudo: para ir ao banheiro, para levantar, para trocar a linha do caderno, ...

Onde há a ruptura ?

Acredio que a autonomia construída na educação infantil não é preservada no ensino fundamental ... Quando os alunos chegam no ensino fundamental têm um comportamento modelo exigido por seus professores. Quando trabalhei na supervisão escolar, lembro que as turmas de 1º ano, de alunos que vinham de escolas de educação infantil, tinham muitas dificuldades de adaptar-se a nova rotina escolar, pois as professoras exigiam que ficassem em silêncio, pedissem para ir ao banheiro, tomar água, ...

A autonomia é um termo que sempre aparece nos PPPs e planos de trabalho, mas tenho dúvidas se realmente conhecemos este conceito.
Na educação infantil, a autonomia é consruída desde a tenra idade. Quando chegam na escola do ensino fundamental a rotina estabelecida ou a postura do professor nem sempre favorecem a autonomia.

6 de abr. de 2010

Opção pela Educação Infantil


Escolhi a EEI Recanto do Filhote para estagiar pelos seguintes motivos:
  • por gostar de trabalhar com a faixa etária do jardim (trabalhei por 5 anos com a antiga pré escola)
  • ser coordenada por uma colega do PEAD, que prontamente "abriu as portas" para este estágio
  • proximidade da minha casa
  • Além disso, trabalhar numa escola de educação infantil, é um desafio .... Pois é a minha primeira experiência !!!

5 de abr. de 2010

O desafio do estágio

Desde o início do curso, imaginei que o estágio seria muito tranquilo, pois, a possibilidade de estagiar no próprio local de trabalho, e acrescida a experiência de 14 anos, não me causariam frio na barriga.
Estava errada !!!

Logo no início do curso não poderia prever que justamente neste semestre teria uma menina linda com um mês, que no próximo semestre, ao retornar da licença gestante, não poderia estagiar na minha turma, pois pertenço a rede municipal de Porto Alegre, e tenho duas turmas B20.

A solução foi aproveitar o tempo mais ocioso neste momento e optar por estagiar numa escola de Educação Infantil da qual não tenho vínculo nenhum. Visitar a escola, conversar com a professora titular, observar as crianças, me fez lembrar de quando, muito insegura, iniciei o estágio do magistério.

Ainda não conclui a atividade do Seminário Integrador que solicita um roteiro amplo de observação. Tem muitas questões que não se conclui em apenas uma ou duas visitas. Além de responder as perguntas é preciso analisar, e para isso, ainda não me sinto muito a vontade, pois não pertenço a esta comunidade.

Conhecer a realidade é fundamental, e é essa a função do roteiro: nos apontar caminhos para conhecer o local onde iremos trabalhar, e a partir deste mapeamento organizar o planejamento.


25 de mar. de 2010

Início do semestre

Ontem foi a primeira aula do semestre: frio na barriga ... os discursos, as explicações dos estágios, as dúvidas, parecem estar embaladas pela conhecida música:
ai, ai,ai,... está chegando a hora !!!

Quase no final do curso, e por tantas vezes tive vontade de desistir, achei que nunca chegaria até o final, parecia que faltava tanto !!!

"Mas é preciso ter força, é preciso ter garra, é preciso ter sonho sempre!"

É interessante visitar o blog e poder ver quantas aprendizagens, quantas horas foram gastas para concluir os trabalhos, e a cada postagem, lembrar, não só da aprendizagem, mas das interferências feitas, das leituras, do que deixamos de fazer para poder concluir as tarefas, no tempo hábil ou não.

18 de mar. de 2010

2010 ...

Esse ano realmente é 10 !!!
Ano de conclusão do concurso ...
Ano que nasceu minha filha ... a Laís ...


Estava receosa em fazer o estágio nesse semestre, pois estou no período de licença gestante ... e no segundo semetre tenho a intenção de gozar a licença prêmio, assim, irei trabalhar apenas 20 horas na rede de Porto Alegre (local que não poderia realizar estágio).
Então me senti obrigada a fazer agora.
Procurei uma escola de Educação Infantil próxima a minha casa, embora não tenha experiência nessa área.

Estou me sentindo uma estagiária do magistério ...
Pois, enquanto que a maioria das colegas estão realizando estágio no próprio local de trabalho, eu escolhi uma turma que não tenho experiência, numa escola que não trabalho.

Um desafio !!!
Feliz 2010

11 de dez. de 2009

LIBRAS


Esta inderdisciplina foi bastante desafiadora!

por não conviver com esta realidade, senti dificiculdades de interpretar os diálogos, que exigiam bastante atenção. A partir dos vídeos dos diálogos aprendi a valorizar muito essa habilidade de comunicar-se com as mãos. São outras percepções que o corpo permite desenvolver a partir da necessodade. Conhecer sobre a cultura surda foi bastante importante, pois ainda não havia me interessado por essa área. Ainda não tive nenhum aluno surdo, mas se caso tuver, terei que buscar auxílio para estabelecer um mínimo de comunicação.

Linguagem e Educação


Mais uma interdisciplina que contribuiu muito na minha adaptação a nova escola... Parece que as reflexões feitas nos trabalhos, se encaixavam direitinho na minha turma nova !

Fala-se/escreve-se/lê-se sempre do mesmo jeito? Que diferenciações podem ocorrer em relação à fala ou à escrita?

No período que precisei realizar uma sondagem para conhecer minha turma, e assim traçar metas e planejar a partir daquela realidade, percebi que estes alunos possuíam muitas dificuldades na escrita, e na organização textual. Escritas como: vezinquando (de vez em quando) derepente (de repente) vc (você)
Refletem que a linguagem oral ou escrita é bastante variável, ora se adequando às diversas situações por quais passamos, ora se adequando aos grupos sociais aos quais participamos. Com o uso da internet e mensagens via celular, acabou gerando outro tipo de código para se comunicar. A rapidez da digitação nos “bate-papos” faz com que os indivíduos se apropriem de siglas ou símbolos, ressignificando a linguagem.
Por que a autora afirma que a escola, sendo a mais importante agência de letramento, não se preocupa com o letramento social e sim apenas com um tipo de letramento, o escolar?
Trabalhei com os alunos os diferentes gêneros textuais, a escrita e a reescrita de suas produções. Obtive poucos avanços, porque temos uma lista de conteúdos a vencer até o final do ano. Mas, mesmo trabalhando com gramática, associei este conteúdo aos textos. Por exemplo: no primeiro semestre, com outra professora, os alunos aprenderam sobre substantivos. Ao revisar este conteúdo com eles, percebi que conseguiam realizar uma atividade de forma fragmentada, mas quando necessitavam identificar um substantivo (próprio ou comum) num texto, apresentavam dificuldades.
Assim como para atividades de interpretação de texto, pois ainda querem copiar a resposta do texto, sem pensar, por isso copiam qualquer trecho do texto que tenha semelhança com a pergunta.
O grande desafio do sujeito letrado, de acordo com estudos de Magda Soares, é a utilização da escrita com produção de sentido e significativa. Apresentar o mundo letrado aos alunos, não significa apenas ensinar o alfabeto com técnicas e métodos diferentes. É preciso que o aluno perceba a importância destes códigos no dia-a-dia, nas práticas sociais de leitura e escrita.

De acordo com Kleiman, “Pode-se afirmar que a escola, a mais importante das agências de letramento, preocupa-se, não com o letramento, prática social, mas com apenas um tipo de prática de letramento, a alfabetização, o processo de aquisição de códigos (alfabético, numérico), processo ge¬ralmente concebido em termos de uma competência indi¬vidual necessária para o sucesso e promoção na escola. Já outras agências de letramento, como a família, a igreja, a rua como lugar de trabalho, mostram orientações de le¬tramento muito diferentes. (p.2)”

O planejamento solicitado na interdisciplina surgiu a partir desta realidade: além das dificuldades de escrita, não apenas na grafia das palavras, mas também na clareza de idéias, vejo que há muitos conflitos a partir das diferenças. Não há respeito nem consideração com o colega que negro, gordo, que tem um nome diferente, ou que usa certo tipo de roupa. Os apelidos, as brigas devido ás brincadeiras de mau gosto, são constantes. Essas brigas constantes também impedem que se concentrem numa atividade, ou emitam uma opinião, ou façam perguntas sobre algum trabalho, pois normalmente alguém faz uma piada da situação, ou do aluno em questão. Por isso escolhi trabalhar com a história de Ruth Rocha, Romeu e Julieta.
Quanto a integração e respeito para com o outro, obtive alguns resultados. Mas a escrita continua sendo o grande desafio, principalmente nessa fase do ano, que é preciso pensar em aprovar ou reprovar.

Educação de Jovens e Adultos


Conhecer a realidade

Essa foi uma das minhas conclusões após a pesquisa de campo!

A escola pesquisada é a escola que trabalho durante o dia, e ao visitar as turmas a noite, tive a oportunidade de rever muitos alunos que não concluíram o ensino fundamental regular, e sem me preocupar com provas, conteúdos,... pude "bater um pao" com esses jovens e conhecer um pouco mais sobre suas vidas, por quais motivos pararam de estudar, ou porque voltaram para a escola depois de um certo tempo.

Me surpreendi com o grupo de professores da EJA, que não havia feito esse tipo de trabalho, não me refiro apenas a uma pesquisa socio antropológica, mas de um "bate papo" com seus alunos para descobrir seus gostos, desejos e interesses.

Talvez esse seja um dos motivos da evasão dos alunos de EJA.
Professores e alunos não se entendem, tem expectativas diferentes de um e outro.

Didática, Planejamento, Avaliação (Recuperação)


Esta interdisciplina contribuiu muito no meu trabalho...

Lembro das atividades do início semestre que a partir do texto Planejamento: em busca de caminhos, tive que relacionar com a minha prática:

" Sim. Há uma grande diferença no meu planejamento enquanto “normalista”, e na minha prática atual. Lembro que quando fiz estágio, no auge do construtivismo, haviam muitas dúvidas, mas a professora orientadora era firme nas exigências, sem explicar muito, e hoje, lembrando de algumas coisas, chega até ser engraçado. (...) Que bom que evoluímos, e podemos olhar para o passado e reavaliar tudo o que fazíamos. Hoje em dia, o planejamento é feito a partir de outras necessidades"

Em agosto, como descrito em outra postagem, fui chamada para assumir a Rede Municipal de Porto Alegre Já estava trabalhando numa mesma escola há 14 anos... Além do vínculo que se forma com os alunos, aprendi a conhecer essa realidade muito bem, o que me facilitou o planejamento, o "domínio de turma", e o respeito conquistado ao longo desses anos.

Na verdade assinei a posse em agosto, mas devido a gripe A, e eu estar gestante (outra novidade do semestre!) assumi a turma no início de outubro. Bom ... de agosto a outubro, produzi material para hora do conto, separei textos para serem trabalhados, escolhi atividades diferentes,... Fiz tudo isso sem conhecer a turma, sem conhecer a realidade que iria atuar... Contando com a minha experiência de 14 anos, montei até projetos para atuar com a turma!

Sem considerar que ... os temas desenvolvidos relacionam-se diretamente com o interesse e realidade da criança, que também possibilita a entrada de temas relacionados ao dia-a-dia no currículo, como temas ambientais, sociais, culturais, entre outros. Assim, a aprendizagem construída através dessa forma de organização promove uma melhor contextualização dos conteúdos estudados, e posicionamento crítico frente à realidade que se vive.

Quando iniciei na escola... Apliquei uma dinâmica de integração que era necessário o toque! Que confusão ! Insisti por um tempo na atividade, mas tive que desistir! A turma muito agitada, com alunos fora da idade, tiveram várias professoras antes da minha chegada! Precisei construir e reconstruir o planejamento que eu achava que já estava pronto!

Ainda no início do semestre, num dos trabalhos da interdisciplina, havia uma questão:

Elabore cinco perguntas que você considera importantes para fundamentar o planejamento de ensino.

Respondi com muita segurança:


• 1)O que meus alunos já sabem?
• 2) O que é importante ensinar?
• 3) Como cada aluno consegue aprender melhor?
• 4) Quais recursos e/ou metodologia será necessário utilizar como facilitador da aprendizagem?
• 5)Atingi meus objetivos?

Respondi, mas não as apliquei, inicialmente, na prática. depois da primeira semana, precisei reformular todo o planejamento. Já conhecendo um pouco mais a turma, precisei sondar seus conhecimentos, e rever os planos.

Nessa nova experiência em que precisei a uma estrutura de ensino diferente (ciclos) me senti como se estivesse no estágio do magistério: insegura, frustrada algumas vezes, mas feliz com pequenas conquistas. Passados dois meses de trabalho nessa turma, estamos ainda contruindo vínculo, mas há melhoras ... Como descrevi no trabalho a partir da elitura sobre Pedagogia de Projetos:

Professores e alunos têm a oportunidade de trocar papéis, sendo responsáveis pela aprendizagem, e todos aprendem, pois, segundo Hernandez:, “não podem esperar passivamente que o professor tenha todas as respostas e lhes ofereça todas as soluções, especialmente porque, como já foi dito, o educador é um facilitador e, com freqüência, um estudante a mais.”

9 de dez. de 2009

Este semestre...

Algumas questões pessoais e importantes me impediram de me dedicar 100% ao PEAD...Adicionar imagem
Este semestre tive algumas surpresas positivas: a gravidez: que me deixou os primeiros 3 meses meses e meio muito indisposta... enjoando e dormindo muito! novo cargo: com uma turminha de deixar os cabelos em pé! Mais uma vez não consegui dar conta de todos trabalhos, principalmente os individuais! Como teve muitos trabalhos em grupo, acabei me dedicando mais a estes trabalhos. Pois uma vez que me comprometi com minhas colegas e amigas, não poderia deixá-las na mão!

Inclusive a amizade construída ao longo desses anos no PEAD
é muito importante, principalmente porque podemos contar umas com as outras!

26 de out. de 2009

Experiência com Pedagogia de Projetos

Por experiência própria, percebo que ao trabalhar com Educação Infantil, os projetos são mais incentivados, e é possível explorar mais, envolvendo a participação da turma, pais, comunidade e diferentes recursos, embora as crianças dessa faixa etária sejam menos autônomas. Quando trabalhei através de projetos em turmas de 1ª série, não obtive muito sucesso. Pois havia uma preocupação muito grande com as questões relacionadas à alfabetização e construção número. Talvez na época, logo que iniciei nessa proposta, tivesse pouco conhecimento do assunto. Hoje reconheço que era possível unir os dois objetivos de forma muito prazerosa: alfabetização através da pedagogia de projetos.

25 de out. de 2009

EJA x realidade

Analisar a alfabetização a partir da perspectiva política cultural pressupõe relacionar aspectos sociais, culturais, políticos e econômicos para compreensão da escolarização contemporânea, caracterizada por uma infinidade de linguagens, conflitos e relações de poder. Alfabetização como forma de política cultural possibilita a construção do conhecimento na troca entre alunos, e professor, a partir das diferentes vivências sócio culturais, tornando significativa a aprendizagem. Nessa relação, o conhecimento é produzido através da interação, e não repassado. O professor não é o detentor da sabedoria, ele facilita as trocas, tornando o conteúdo importante para os que aprendem. Partindo desse ponto de vista, é importante que o professor conheça a realidade dos alunos, como pensam, vivem e organizam, sem desprezar o que sabem apresentar o novo, colocando em discussão, oportunizando a troca de opiniões e saberes.

Mais uma vez se torna importante conhecer a realidade dos alunos!

Trabalhei com EJA por 3 anos, e a questão facilitadora foi que grande parte dos jovens foram meus alunos nas séries iniciais do ensino fundamental. Então eu sabia a história de muitos, porque pararam de estudar, e porque estavam retornando!

Numa turma de EJA há muitos alunos, com objetivos diferentes. O planejamento, embora seja difícil adequar a cada expectativa do aluno, deve ser diversificado. Mas acredito que a avaliação tenha que dar conta dessas diferenças!

Conhecer a realidade

Na última aula presencial de didática, fomos desafiadas a pensar como seria uma escola construída em outro planeta, então deveríamos anotar tudo que seria possível construir. Nosso grupo chegou a conclusão que essa seria uma tarefa muito complicada, pois não tinhamos as informações desse outro planeta, tais como:

  • Qual o objetivo desses seres com uma escola?
  • Como se organizam socialmente?
  • O que esperam dessa escola?
  • Quem irá frequentar?

Já é difícil planejar uma aula sem conhecer a turma, imagina planejar uma escola !!!

23 de out. de 2009

Planejamento


No início do semestre fizemos um trabalho da disciplina de didática que tinha como objetivos:

Refletir sobre o papel e a importância do planejamento escolar;
• Analisar etapas do planejamento pedagógico;
• Relacionar as discussões teóricas com as práticas docentes cotidianas.

Na turma que iniciei no início do semestre, tive muitas dificuldades de adequar meu planejamento a turma, pois sem conhcê-los, parte do que planejava não dava conta,m pois eles são muito agitados, e apresentam muitas dificuldades na leitura e escrita, embora estejam na 4ª série. Além disso, eu sou a 3ª professora deles, sem contar com as professoras substitutas.

Conhecer a realidade da turma é fundamental para o bom planejamento!
Fiz bons planos antes de conhecê-los, mas não obtive sucesso!
posso afirmar que agora as coisas estão bem melhores, lém do vínculo que estamos criando, percebo os temas que têm interesse, suas dificuldades e expectativas.

Lembro que quando fiz estágio, no auge do construtivismo, haviam muitas dúvidas, mas a professora orientadora era firme nas exigências, sem explicar muito, e hoje, lembrando de algumas coisas, chega até ser engraçado. Uma das exigências era apresentar o tema gerador todos os dias de forma criativa: nos primeiros dias funcionava, nos últimos meses, faltava criatividade, pois tinha o cuidado para não repetir a dinâmica. O planejamento era feito apenas para agradar a professora orientadora do estágio. O plano de aula era um roteiro burocrático, as mesmas palavras e expressões para iniciar os textos, assim como a autora descreve.

Portfólio de Aprendizagens

O Portfólio de Aprendizagens documenta o seu percurso pessoal de aprendizagens durante o Eixo e o Curso. É com base nesses registros que você construirá as reflexões-sínteses e a apresentação oral para o Workshop de Avaliação. O registro sistemático qualifica, facilita e agiliza o trabalho de auto-avaliação e avaliação das aprendizagens.

As postagens favorecem a avaliação e para isso acontecer elas devem ser densas em conteúdo e análise. Lembrem que as postagens serão importantes se elas contemplarem argumentação forte e evidências concretas, buscadas na vida profissional, pessoal ou estudantil.


(Equipe do Seminário Integrador.)