24 de mai. de 2008

Espaço e Forma (atividade 4)

Não consegui publicar imagens no meu wiki,
por isso resolvi postar a atividade 4 Espaço e Forma aqui no blog:
Sinceramente achei bem complicada a realização desta atividade. Este é um assunto que pouco tivemos contato na época em que estudamos, e com nossos alunos, trabalhamos apenaso básico. Não avançamos no conteúdo, e/ou não desafiamos mais nossos alunos por falta de conhecimento, não sabemos ao certo como lidar com esse tipo de material.


Já reconhecendo minhas dificuldades dessa parte da matemática montei uma figura bem simples, com receio de não dar conta as próximas solicitações:

Observação

Competência importantíssima para realizar o próximo passo. Lembrar da figura construída, e tentar representá-la na grade isométrica foi bem difícil. Precisava olhar toda hora no paint a figura inicial. Até achei melhor imprimir a imagem e deixá-la ao lado, para representar melhor.

Usar a outra grade foi muito mais simples.
A primeira vista acho quase impossível realizar este tipo de exercício com alunos do 1º ano. Mas é possível utilizando material concreto (blocos lógicos) e atividades que exercitem a observação nos detalhes.




19 de mai. de 2008

Espaço e tempo

Fiz a minha linha do tempo, relacionado com a escola!
Vejam só:
tanto tempo na escola e ainda tenho dificuldades de lidar com algumas situações!
(As incertezas!!!)
Na verdade essa era uma proposta da interdisciplina Representação do Mundo pelos Estudos Sociais.

Mas fiquei pensando... Não foi uma tarefa muito fácil fazer essa retrospectivas... Queria acrescentar fatos marcantes, ou seja da infância ou adolescência estudantil, e não conseguia lembrar... Será que é a idade que me faz esquecer, ou a mesmice das aulas? lembro de algumas situações que envolvem colegas, brincadeiras... mas não me recordo de algum tipo de trabalho em grupo, com envolvimento do professor e da turma...

E que tipo de lembranças, marcas estou deixando para os meus alunos?

Quanto a proposta de Estudos Sociais...

Li a tarefa a ser feita, e logo realizei com uma turma. Mas não alcancei os objetivos propostos. Depois de ler os textos, me dei conta que a atividade que estava propondo não estava de acordo com o nível daqueles alunos, com aquela idade, por isso o insucesso. Acabei entregando com atraso porque tive dificuldade em realizar, pois comecei da forma errada, ou me lhor, comecei de outra forma.

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino.

14 de mai. de 2008

Incertezas...

A professora Cíntia apresentou alguns livros... Entre eles o livro de Morin: "Os sete saberes ncessários à educação do futuro"... Comecei a ler os primeiros parágrafos... Muito interessante... Fiquei com vontade de ler todo o livro!

Mas pensando sobre as incertezas...
São as nossas incertezas que nos movem a buscar o diferente, o conhecimento, as respostas,...
Mas nem sempre estamos dispostos a assumir nossas incertezas, porque durante muito tempo nos acostumamos com a idéia de que o professor sabia de tudo, dono do conhecimento,... E hoje em dia já não é mais assim... Mesm0 trabalhando por anos numa mesma série, cada turma é uma turma... E as certezas que construímos num ano, já serão diferentes num próximo ano!

Na minha escola, vejo colegas desmotivadas com o trabalho! Justificam que tudo que é trazido para a sala de aula não atrai os alunos, não os desafia,...e assim por diante. Percebo que essas profes ainda não assumiram as suas incertezas... Pois durante anos usavam a mesma fórmula (metodologia), e agora não dá certo! É preciso assumir as incertezas para avançar no processo!

Bom...

Ainda pretendo ler o livro de Morin para compreender melhor o que ele escreve sobre incertezas... Talvez não tenha nada a ver com o que eu escrevi,....Mas quando li alguns parágrafos muitas idéias vieram na minha cabeça!

Pesquisando na internet sobre o tema... Encontrei um texto, e o trecho abaixo me chamou atenção:

Educar é uma atividade voltada para o futuro. E o futuro nos parece cada vez mais marcado pela força do inesperado. A tarefa educativa, longe dos holofotes da certeza, é preparar para a consciência da certeza inevitável e, conseqüentemente, para a competência solidária em lidar com o imprevisível. Importa aprender a enfrentar com alegria a aventura de conhecer tendo a certeza da incerteza, como guia, como lanterna na mão em plena luz do dia.

12 de mai. de 2008

A matemática do dia-a-dia...

Recebi os comentários do meu Plano de Estudos... Muito bom!

Minha proposta contempla minhas dúvidas de professora alfabetizadora com relação a matemática.

Semana passada compartilhei minhas idéias com as outras professoras do 2º ano, e constatei (o que já havia previsto!) que esta dificuldade não era só minha!

A exigência que os alunos saiam da série lendo e escrevendo alfabeticamente, nos faz deixar um pouco de lado conceitos importantes a serem trabalhados. Até desenvolvemos a matemática, em sala-de-aula, mas não da forma que deveria ser. Acabamos atropelando etapas importantes dessa construção!

Como atividade prevista no Plano de Estudos, tivemos a oportunidade de ler e reavaliar o objetivo geral da série, que em nenhuma parte contemplava o desenvolvimento lógico matemático. Conseguimos reescrever o objetivo geral acrescentando a matemática. Percebemos que é preciso revisar o Plano de Estudos do 1º ano, no que se refere também a matemática.

Foi interessante a discussão... saíram algumas dúvidas que ficamos de estudar melhor, principalmente sobre o uso do material concreto (quando usar, o que realmente é o uso do concreto, apenas manipulação de objetos?)

Pesquisei um pouco sobre o uso do material concreto:Nova Escola

30 de abr. de 2008

Plano Individual de Estudos (parte 2)


“A Matemática do Cotidiano”


Justificativa
Minha experiência como professora de alfabetização comprova que há uma preocupação muito maior com o processo de aquisição da leitura, do que com a construção do número. Pelo menos é o que acontece onde trabalho, pois costumamos planejar coletivamente as atividades, e não me recordo de situações onde o tema da discussão fosse a matemática.

Ao estimular o aluno a construir palavras e produzir textos, é utilizado diverso recursos, e com a matemática não acontece assim. Os alunos nesta faixa de idade precisam do uso do material concreto, dos jogos, da ludicidade que os fazem pensar, realizar cálculos mentais, desenvolver o raciocínio lógico. Mesmo alunos com 6 ou 7 anos, já têm experiências e vivências com os números, é preciso valorizar, reconhecer e desenvolver este conhecimento que as crianças já trazem de casa.

Sabemos disso na teoria. Porque é tão difícil colocar em prática? Falta de planejamento, conhecimento? Por que chamam a matemática como o bicho de 7 cabeças, quando o aluno chega ás séries finais? Será que, nós professoras das séries iniciais, temos alguma parcela de culpa?

São muitos questionamentos, ainda sem respostas. Esse tema me intriga bastante. Também tenho um pouco de dificuldades de lidar com a matemática. Sabemos que nós professores, acabamos planejando também a partir de nossas experiências: se gostamos mais de uma disciplina, nos dedicamos mais. Se apresentamos certa dificuldade em outra disciplina, a deixamos de lado.

Proposta


Esse ano não sou professora titular. Por isso, me proponho, além de aplicar as atividades numa turma de 2º ano, compartilhar com minhas colegas este conhecimento, para que possam se sentir estimuladas a reavaliar sua prática, no que diz respeito ao valor dado a matemática no processo de alfabetização e letramento.



Ponto de Partida

Capítulo da Interdisciplina “A representação do Mundo pela Matemática”, que trata sobre os Números e Operações;
Estudo do Plano de Estudos e Plano de Trabalho das turmas do 2º ano;
Leitura e discussão do PCN/Matemática;
Pesquisa de textos que tratam de alfabetização e matemática;

Sites para pesquisa

http://alfabetizacaomatematica.weblogger.terra.com.br/index.htm
http://www.somatematica.com.br/
http://www.reniza.com/matematica/

29 de abr. de 2008

Construção do Plano de Estudos

Dia 23/04 recebi os comentários do meu trabalho!
Não está bom, segundo o professor, preciso planejar "coisas diferentes", o que eu escrevi faz parte da minha obrigação de aluna do PEAD!
Veja só!
Estou reescrevendo meu plano de estudos... Mas vou deixar postado essa primeira produção! Particularmente, eu gostei dela!

26 de abr. de 2008

Reflexão sobre a apresentação do Portfólio (semestre passado)


Sem antes ser solicitado essa atividade, já havia analisado a apresentação:






Recebi um comentário da Maxi, questionando quanto uma "fala", acho importante explicar melhor:


"Quanto ao post sobre a ATIVIDADE 01 solicitada pelo SI (da reflexão da apresentação do teu portfolio no semestre passado), gostaria de saber a que exatamente te referes quando mencionas uma necessidade maior de interação. Gostaria de saber mais também sobre essa experiencia para ti! Poderias refletir sobre isso em um novo post? "


BOM...


Quando penso que deva haver uma maior interação, me refiro a discussão em grupo, ... Nas últimas apresentações, sempre que alguma colega apresentava, comentávamos o trabalho no tempo determinado. Mas parece que esse tempo é sempre pouco, controlado.

Compreendo que a demanda é grande, e é necessário uma organização quanto ao tempo. Mas penso que pudesse ser organizado uma forma para que as alunas pudessem discutir, conversar, contar experiências,...

Era a isso que me referia!

21 de abr. de 2008

Plano Individual de Estudos









Desde que iniciou nosso curso apresento certa dificuldade em me organizar o tempo. Tenho o péssimo costume de deixar para depois o que poderia ter feito antes, com mais tempo e dedicação. Isso não acontece apenas quanto a entrega dos trabalhos, mas em outros setores da minha vida. Em outros momentos de reflexão da minha caminhada discente, tenho relatado essa minha dificuldade, e que nos últimos semestres tem melhorado bastante.

Numa aula presencial do ano passado, a tutora Denise Severo fez um comentário muito importante para mi: relacionando minhas produções e prazos de entrega. Desde então, envergonhada, ou estimulada por essa fala, tenho me comprometido ainda mais com o curso, com minhas aprendizagens, enfim, comigo mesma.

Ainda me sinto desafiada a melhorar ainda mais. Principalmente porque esse ano assumi a supervisão da escola que trabalho. E nesta nova função também vou precisar dar conta dos prazos, porque muitas outras pessoas também dependem de mim. Preciso estar sempre estudando para poder interferir, colaborar e construir novas estratégias com o grupo de professores, confrontando teoria e prática. Além de todas as funções da supervisão, acredito que é minha função estimular, incentivar, inovar, comprometer-se com o trabalho do grupo em prol de uma educação de qualidade.

Percebo que estou numa fase da minha profissional muito importante e delicada.

Em outro momento, escrevia no nosso primeiro blog, que queria muito que todas minhas colegas da escola fizessem parte deste curso, pela oportunidade de aprender, refletir e rever a prática. Parece que de alguma forma sou responsável por esse elo: trazer para a escola as discussões, os temas, e principalmente o entusiasmo.

Partindo disso, meu Plano Individual de Estudos terá como objetivo principal qualificar meu trabalho como coordenadora pedagógica, a fim de vencer os desafios do trabalho coletivo.

As estratégias para a conquista dos meus objetivos:

***Aprimoramento dos trabalhos entregues, me comprometendo com os prazos. Mas necessito que seja avaliado criteriosamente, não apenas considerando se realizei ou não o que foi solicitado, mas analisado de forma que a produção seja mais elaborada, melhor.

***Planejamento, organização do tempo;

***Trazer para o grupo de professores da minha escola algumas das discussões das interdisciplinas;

***Busca de informação de leituras, cursos, sites, oficinas com professores, tutores e colegas sobre coordenação pedagógica, e demais assuntos relacionados à educação.

Estas propostas de trabalho se iniciam ainda este mês, e vão até o final do ano.

Para avaliação no decorrer deste período, será considerado as postagens no Portfólio de Aprendizagens (evidências).

19 de abr. de 2008

Na aula presencial, quando a professora lançou a proposta de desenhar, não percebi o sentido, e confesso que logo pensei: "Que perda de tempo!". Sem compreender a proposta fica complicado. No dia achei bastante interessante, mas foi depois das leituras que pude compreender melhor.
Realizei a atividade com minha família.
Além de ser divertido vê-los desenhando, foi interessante perceber a satisfação deles em poder colaborar com meus estudos.
Os desenhos representados não diferem de muitos que nossos alunos poderiam fazer, e as semelhanças e dificuldades entre eles são bem parecidas com as que surgiram entre nossos desenhos, alunas do curso. O coração, a árvore, o pé e o planeta tiveram representações quase idênticas. O átomo (alguns não sabiam o que significava), o micróbio e a energia receberam representações muito distintas. Na análise dos desenhos prontos, questionei sobre as dificuldades e facilidades de representação. Em geral, argumentavam o fato de nunca terem ouvido falar, ou visto algumas imagens, por isso era difícil representar.



O grupo que propus a atividade não tem mais acesso a escola, ou livros didáticos, dificilmente lê revista que contenham estes assuntos, não tem acesso a Internet. A fonte de informação é a televisão, jornal, e outdoors, cartazes, propagandas nas ruas. Longe da escola, mas dentro de uma cultura fortemente construída pela mídia.
De acordo com Marisse basso Amaral,
“a formação de nossas identidades, bem como os processos de relações que estabelecemos com o mundo social e natural, se dão, cada vez mais, para além dos muros escolares. Tal constatação remete para a importância de se promoverem discussões sobre estratégias , ou talvez, sobre uma pedagogia que possa lidar de outra forma com as novas perspectivas e as novas tecnologias multimídias de aquisição de saberes sobre o mundo.”
Mais uma vez podemos constatar que a escola é apenas um dos espaços que se produz e constroem aprendizagens. As relações estabelecidas longe do espaço escolar não são mais importantes quanto as que se estabelecem no cotidiano. As aprendizagens no campo das ciências se dão em toda parte, com ou sem intenções subjetivas.

1 de abr. de 2008

Experiência...

Ontem, meu aníversário...
E hoje completo 12 anos de profissão...
E na mesma escola!!!

Parece que foi ontem que chegava na escola às duas da tarde, embaixo de um sol fortíssimo, cansada de tanto dar voltas no ônibus da Central e caminhar procurando a escola...

E além disso, depois de conversar com a direção, fui levada direto para a sala de aula para assumir a turma,... assim,... sem nenhum planejamento!!!

Agora, imaginem como era a turma para ser entregue a professora titular desta forma!!!
Uma primeira série, com alunos multi repetentes, idade avançada, muitos problemas de indisciplina e aprendizagem...

Agora quando eu lembro, dá vontade de rir... Mas há 12 anos atrás chorava,...e muito!!!
Pensava até que não era capaz de exercer o magistério!!!

Veja só!!!
No começo foi bem difícil...

Mas depois a gente vai aprendendo com os erros, acertos, conselhos, leituras, dicas, palestras, com os colegas, com os alunos...
A gente não pára de aprender,...
essa é a verdade!!!
O importante é estar disposto, aberto às novas aprendizagens...
Independente da idade que se tem, e da experiência já adquirida!
E sobre isso este curso muito nos ensina:
sempre é tempo de aprender, e o que já sabemos nos ajuda a construir outros saberes!

30 de mar. de 2008

Estudando, estudando,...

Seminário Integrador IV
Representação do Mundo pela Matemática
Representação do Mundo pelas Ciências Naturais
Representação do Mundo pelos Estudos Sociais

Estas são as disciplinas deste semestre... Pela primeira aula já podemos ter uma noção de como será o semestre e sob qual perspectiva iremos estudar: ou seja através da ludicidade, ou da relação de fatos (sociais ou científicos) do dia-a-dia.

Já sabemos que a realidade do aluno é o primordial para o início de qualquer trabalho. Essa preocupação também houve com nossos professores: as discussões surgem a partir do que pensamos e cremos sobre determinados assuntos.

Percebi isso nas interdisciplinas de Estudos Sociais, quando tivemos que trazer materiais diversos (livro didático, fotos, PPP, atividades,...) para pensar o que relamente é Estudos Sociais, e na interdisciplina de Ciências, que tivemos que representar palavras através de desenhos.

Não pude participar da aula presencial de Matemática. Mas ao realizar as atividades e visitar a página construída pela interdisciplina, tive a oportunidade de brincar, e fui construindo os conceitos "novos" aos poucos, aliando o jogo ao conhecimento que já tinha.

25 de mar. de 2008

Reflexão...

Mais um semestre iniciando...
Interessante a proposta da interdisciplina Seminário Integrador IV: refletir sobre o portfólio de aprendizagens, bem como a sua apresentação! Já havia postado
no outro blog minha impressão sobre a apresentação. Neste aqui, também!

Tranquilidade...

...assim resumo a última apresentação. Iniciamos o semestre com dúvidas quanto a que publicar no Portfólio de Aprendizagens. Evidência e argumento ora se confundiam, e parecia que cada um que explicava, aumentava a confusão. Aos poucos as dúvidas foram sendo esclarecidas, e ao final do ano ficou fácil organizar o trabalho.

Tive a impressão que minhas colegas estavam muito mais seguras e calmas para falar com propriedade de suas vivências. Percebi uma preocupação maior com o "conteúdo", com a fala, do que propriamente com os slides a serem apresentados.
Penso que também seja importante criar oportunidades para a interação... O tempo é curto, e nem sempre pode-se comentar alguma fala, ou iniciar uma discussão ou partilhar alguma experiência realacionada ao relato da colega em função do curto tempo que temos para apresentar.

A cada semestre um desafio a ser alcançado...

Ahhh!!

Fiquei muito contente em saber que iremos continuar trabalhando com o blog! Gosto tanto, que além de tentar mantê-los atualizados, construí (com a ajuda da minha colega Marta) um blog para a minha escola!

Espiem lá!

20 de mar. de 2008

Mais um semestre iniciando...

10 de jan. de 2008

Missão cumprida

Dia 08 de janeiro foi a apresentação da versão final do Portfólio... No outro blog, quando ainda era obrigado as postagens, já havia comentado: é muito legal trabalharcom blog,... tanto que tento manter o outro atualizado,... É uma pena que esse mais uma vez irá ser desativado! Ainda não recebi nenhuma informação,... mas certamente irá!


Senti não ter recebido muitos comentários neste Portfólio,... embora na planilha de aprendizagens do PEAD sempre estivesse atualizada, considero importante que professores, tutoras e até mesmo colegas, comentassem o meu trabalho!
Missão cumprida!!!
Agora, ... é aguardar o próximo semestre!!!

22 de dez. de 2007

Para refletir...

“Uma grande escola exigirá docentes competentes, abertos para o mundo e para o saber, sempre de novo redefinidos. Docentes e estudantes conscientemente comprometidos. Uma grande escola exigirá espaços físicos, culturais, sociais e artísticos, equipados que abriguem toda a sabedoria acumulada da humanidade e toda a esperança de futuro – que não seja continuidade do presente, porque este está em ritmo de barbárie – mas seja sua ultrapassagem.
Uma grande escola exigirá tempo. Tempo de encontro, de encanto, de canto, de poesia, de arte, de cultura, de lazer, de discussão, de gratuidade, de ética e de estética, de bem-estar e de bem-querer e de beleza. Porque escola grande se faz com grandes cabeças (é certo!), mas também com grandes corações, com muitos braços, que se estendem em abraços que animam caminhadas para grandes horizontes.”
REDIN(1999:07)

11 de dez. de 2007

MPB para crianças

Muito interessante a proposta desta atividade. Ando muito preocupada na escola com o tipo de música que as crianças andam cantando e dançando. É muito comum vê-las cantando e dançando “funk” na hora do recreio: reúnem-se em grupos, ensaiam passos, e apresentam, ou mesmo na hora do recreio, ou pedem para apresentar nas salas de aulas.

Às vezes fico sem ação frente a essa problemática: se deixo as alunas (geralmente são só meninas!) apresentar na minha turma, me torno conivente com esse tipo de música e movimento na escola sem uma reflexão, se não as deixo dançar, sou a “chata e rabugenta”.

Tento argumentar sobre o que penso, mas acredito que este deveria ser um trabalho de todas professoras. Educar a partir da realidade é enfrentar os problemas de frente, refletir com os alunos e perceber todas as manifestações que ocorrem na escola. Às vezes é mais fácil deixar situações como esta passar em branco, afinal, as crianças estão se divertindo sem brigar, e não estão incomodando ninguém, é o que se ouve de alguns colegas.


Por outro lado, é importante parabenizar “as meninas do funk” pela sua organização: crianças entre 7 e 10 anos criam coreografias, executando-as igualmente, com boa expressão e coordenação!

Sempre tento apresentar músicas diferentes em sala de aula, sou fã do grupo Palavra Cantada, mas geralmente trabalho com músicas que envolvem temas infantis. Ainda não tinha apresentado o samba na sala-de-aula. Foi muito legal o trabalho!

Escolhi a história “O Natal de Assis Valente” para contar aos alunos.

Primeiramente, apresentei três versões para a música de natal, Boas Festas. Questionei sobre quem cantava (homem, mulher, criança), e sobre a autoria da música. Apresentei a história de Assis Valente. Os alunos ficaram surpresos com alguns dados apresentados: o trabalho pesado desde a infância, o trabalho como declamador de poesias; e acharam engraçado o fato de Assis trabalhar com dentaduras.

Refleti com a turma a letra da música, tentando enfatizar a proposta de Assis Valente: o maior presente de Natal é ser feliz! Mas as crianças ainda precisam materializar essa felicidade, construíram cartas ao Papai Noel, pedindo diversos presentes. Principalmente porque essa semana (04/12) saiu no jornal local a reportagem de uma aluna da turma sobre uma bicicleta que havia ganho, após ter enviado uma carta ao Papai Noel nos Correios. Estavam entusiasmados com a possibilidade de ganhar seus presentes favoritos.

Ao comentar com os alunos sobre o samba, perguntei o que sabiam:

• Músicas
• Ritmo
• Instrumentos utilizados
• Intérpretes
• Dança

Confeccionamos alguns instrumentos com material de sucata, e improvisamos outros.

O interessante deste trabalho é de aproximar ao cotidiano das crianças. Os alunos tinham muitas informações sobre o samba, pois são acostumados a ouvir em casa, entre a família. Há ensaio de escolas de samba próximo a comunidade, por isso tem propriedade para arriscarem-se a falar sobre o samba.

Há a preocupação de contextualizar as atividades desenvolvidas em sala de aula, mas nem sempre nos damos conta da possibilidade de trazer outros elementos (como o samba) para a escola!

Além disso, percebi nesse trabalho, que ainda é preciso planejar atividades que desenvolvam a lateralidade e coordenação motora ampla.
Obs.: Me surpreendi com um aluno que apresenta dificuldade de aprendizagem, que dificilmente interagem com os demais, ficou muito envolvido na atividade, conseguindo acompanhar o ritmo batendo no fundo de um balde. Ele experimentou diversos "instrumentos" para realizar a percussão!


30 de nov. de 2007

Mostra Pedagógica

Essa semana tivemos na escola a Mostra Pedagógica:
cada turma organizou as atividades realizadas durante o ano para mostrar a toda comunidade escolar.




Imagens do dia da Mostra Pedagógica:

Além dos trabalhos que havíamos guardados no decorrer do ano, montei um vídeo no programa "Movie Maker" com as imagens registradas das atividades. Os alunos adoraram "se ver na tela". Pois era acostumada a tirar foto com a cãmera digital, mas eles nunca tinham retorno dessas imagens!

Mais uma vez se comprova a importância do registro! Trabalhos que não pude expor, poderiam ser apreciados através das imagens!

Uma das atividades realizadas durante o ano, que só mostramos graças a tecnologia, foi o PAN/2007.

No meses de junho e julho, pesquisamos sobre os esporte e atletas envolvidos no PAN 2007. Como encerramento organizamos um PAN entre duas turmas. Os alunos foram divididos em 4 equipes. Cada equipe criou um nome, um grito de guerra, e uma bandeira, para poder participar da abertura! Combinamos regras e a pontuação!
As modalidades esportivas foram adaptadas ao espaço, recursos e condições físicas de nossos alunos!
Realizamos: atletismo, tênis, futebol, ciclismo, hipismo, tiro ao alvo, levantamento de peso, natação, lutas, basquete, ...entre outras atividades.
Abaixo, seguem algumas imagens deste evento!




No período de execução deste projeto, os alunos realizaram outros trabalhos: construção de maquete de espaços esportivos, produção de textos (agora puderam comparar o nível da escrita!), desenhos, cartazes,... entre outros. No final escreveram uma avaliação, citando pontos positivos e negativos.

Na exposição também era possível perceber as evidências e os argumentos!

Alunos e pais gostaram muito do trabalho, já combinamos a reprodução dos vídeos num CD para ser entregue no último dia de aula, como recordação de 2007!

22 de nov. de 2007

Bienal...

Já havia visitado a Bienal este ano com a Marta, colega do PEAD e da escola...



Visitar outra vez a Bienal, além de ter a oportunidade de lançar um outro olhar a partir do que estudamos em Artes, da leitura de jornais, reportagens na TV, foi muito bom!




Principalmente porque tinha alguém para explicar e contextualizar todas obras que apreciamos!No dia da visita com o grupo da UFRGS (dia 10/11), entre os núcleos que me chamou atenção, cito o da Laura Belém, com a obra "Ainda Outono"

Ela anexa folhas de papel vermelho a uma árvore.

Na sala de aula...
mostrei a imagem aos alunos, e propus que também criássemos uma obra a partir de uma árvore, já que estamos desenvolvendo o Projeto Amigos da Natureza.

A partir desta imagem e da canção

Nesta rua, nesta rua
tem um bosque
Que se chama, que se chama
Solidão...


Levei para sala de aula um galho seco, e propus que pensassem de que forma poderia continuar a canção que inventei:

Se esta árvore, se esta árvore
fosse minha,
Nasceria, nasceria, ____________


Cada aluno recebeu um pedaço de papel em formato de folha para registrar através de desenhos e escrita a sua idéia!


As respostas foram muito variadas: dinheiro, roupa, brinquedos, uva, morango, computador, estrela, coração, entre outras.

Roupa e dinheiro foram as respostas mais usadas.

As "folhas" foram coladas na árvore, dando um colorido todo especial!
O nome da árvore ainda está sendo criado, e os alunos já estão querendo inventar outra!





(as imagens da atividade serão postadas no decorrer da semana!)

19 de nov. de 2007

Brincar é coisa séria...

A brincadeira...


... é uma ação característica da infância e constitui-se numa atividade livre, fictícia e incerta, através da qual a criança busca compreender o mundo. Brincar é uma experiência bastante complexa e variável para ser definida com exatidão. É algo espontâneo, criativo, dinâmico, expressivo.

De acordo com a professora Tania Ramos Fortuna...


“Brincamos/jogamos para dominar angústias e controlar impulsos, assimilando emoções e sensações, para tirar as provas do EU, estabelecer contatos sociais, compreender o meio, satisfazer desejos, desenvolver habilidades, conhecimentos e criatividade”.

Por que uma experiência marcada pela ludicidade pode ser muito significativa para o sujeito que brinca?

A brincadeira e a ludicidade, de acordo com a Tânia, nos conecta conosco, e com o mundo, parece pintar com tom de importância tudo que nos cerca! Durante a brincadeira, a criança cria laços afetivos muito fortes com seus parceiros.
Sabe-se que brincar não é apenas uma preparação para o mundo adulto. Quando a criança brinca, ela não está preocupada com o futuro, ela representa vários papéis dos quais tem curiosidade, interesse e desejos de experimentar naquele momento. Para a criança, o seu brincar é o seu trabalho.


Brincando a criança afirma o seu “eu”. O brincar, como toda e qualquer atividade que se dá através da relação com o outro, contribui para a formação da identidade. Esta pode ser formada a partir de escolhas pessoais ou imposta pelos outros.

Também sou professora de Educação Física...

Portanto, já tenho como prática envolver a ludicidade no meu planejamento diário. Valorizo o brincar livremente, a recreação dirigida, o jogo pelo jogo, o jogo com intenção pedagógica, ... Acredito no poder que a brincadeira tem de desenvolvimento a criança em seus diferentes aspectos.
A entrevista me fez refletir muito sobre o lúdico e o adulto. Também brincamos! Me divirto muito dando aula, porque tenho o privilégio de fazer coisas que gosto.
Trabalho com Educação Física na EJA. Geralmente abordo temas relacionados a qualidade de vida, saúde, corpo, e realizo atividades práticas. Essa semana trabalhei com uma turma de 11 mulheres, média de idade de 55 anos, usei apenas bambolês na aula. Assim como as crianças, antes de propor atividades, gosto que manuseiem o instrumento. Muito divertido ver aquelas senhoras brincando literalmente com os bambolês, ora sozinhas, ora em grupo. Não precisei "coordenar" a aula, nem propor as minhas atividades previstas. Elas mesmas organizaram suas atividades, e percebia em seus rostos o quanto se divertiam, a pesar de suas dificuldades!
Fiquei muito realizada em vê-las brincando daquela maneira, numa proposta tão simples! Às vezes, ficava meio receosa em propor algumas atividades, especialmente a este grupo, devido a idade que apresentam, e também por serem mais resistentes às atividades lúdicas. Pois no início do meu trabalho com elas, se negavam a participar e diziam que vinham na escola só para aprender, e não ficar pulando pra todo lado! Cada aula, é uma conquista! E essa última, prêmio máximo!

Foi muito divertido!

Em 2004...
...participei do Curso de Brinquedista, promovido pelo Projeto de Extensão "Quem Quer Brincar", coordenado pela professora Tânia. E visitando o site deste projeto, encontrei algumas imagens (e copiei!) ainda da edição deste ano. Foi muito bom rever as fotos, aproveitei também para reler as anotações desse curso.



9 de nov. de 2007

Contos de fada...

Gosto de trabalhar com os contos de fada. Mesmo os alunos que já conhecem, por ouvirem contar em casa, ou na série anterior, gostam de ouvir diversas vezes.
Os conflitos e o simbolismo que se apresentam nas histórias infantis, de alguma forma, contribuem para que as crianças resolvam suas questões pessoais, ou se identifiquem com algum personagem.
Os contos de fadas estimulam a criatividade, e transportam as crianças para um mundo imaginário. Acho isso muito interessante, pois vivemos numa sociedade que a realidade dura do dia-a-dia, muitas vezes, impedem nossos alunos de sonhar e imaginar.

A partir da leitura do texto sobre Contos de Fada, e o trabalho em grupo, foi possível compreender a origem dessas histórias, e a importância destas em cada contexto! Isso é bastante relevante no momento que vamos trabalhar histórias com nossos alunos...


Levei meus alunos a Feira do Livro de Porto Alegre, convidei algumas mães, professoras, e de carona do ônibus até a estação São Leopoldo, embarcamos até o centro de Porto Alegre, rumo ao mundo da leitura!

Embora muitas pessoas me chamassem de "louca, maluca, doida", não me arrependi! Os alunos adoraram a experiência! Tudo era novo: a viagem no trem, a capital, a feira, as contações de histórias, os brindes,... Foi fantástico, e inesquecível! ... Sem dúvidas!

Todos compraram livrinhos! Meus alunos estão numa fase de encantamento pela leitura,...e mesmo os que ainda não decodificam todos os símbolos, conseguem "ler" do seu jeito!
Faltando um mês para o final das aulas, me sinto muito satisfeita e realizada com o desenvolvimento dos meus alunos, principalmente no que se refere ao gosto pela leitura!

8 de nov. de 2007

Teatro na sala de aula ... é possível?

Atividade proposta aos alunos a partir da interdisciplina Teatro e Educação
“Toda ação humana envolve a atividade corporal. A criança é um ser em constante mobilidade e utiliza-se dela para buscar conhecimento de si mesma e daquilo que a rodeia, relacionando-se com objetos e pessoas. A ação física é necessária para que a criança harmonize de maneira integradora as potencialidades motoras, afetivas e cognitivas. A atividade da dança na escola pode desenvolver na criança a compreensão de sua capacidade de movimento, mediante um maior entendimento de como seu corpo funciona. Assim, poderá usa-lo expressivamente com maior inteligência, autonomia, responsabilidade e sensibilidade”. (PCN/Artes)
Embora se reconheça a enorme importância da atividade lúdica e corporal para o desenvolvimento social, afetivo e cognitivo da criança, ainda a deixamos um pouco de lado, em prol da construção de outras aprendizagens que julgamos mais importantes, como a matemática, a leitura, a escrita. Já não é de hoje que essa questão vem sendo estudada, e tem provocado muitos questionamentos entre as pessoas que lidam com educação.Reconhecer e interpretar a criança em todas suas produções é fundamental. Não resumo produção a papel, lápis e borracha, mas amplio tal sentido a todas expressões que possa manifestar. Seja através da brincadeira, dos relacionamentos, da música, da dança, da pintura, modelagem, do gesto, da resposta, da palavra,...E porque não do teatro? A dramatização e o jogo simbólico fazem parte do universo infantil. Considerações sobre o trabalho realizado com os alunos:

Os alunos gostaram muito das atividades propostas;

A dramatização, o movimento, a criatividade fazem parte do universo infantil;

Acima de tudo, as crianças brincaram e se divertiram;

Nem todas atividades que planejei deram certo, foi preciso flexibilidade para modificar algumas dinãmicas na hora;

Nem sempre o objetivo do teatro na sala de aula é a apresentação final, mas as aprendizagens que se construíram no processo, como a socialização, a criatividade, a coordenação, entre outras!

Portfólio de Aprendizagens

O Portfólio de Aprendizagens documenta o seu percurso pessoal de aprendizagens durante o Eixo e o Curso. É com base nesses registros que você construirá as reflexões-sínteses e a apresentação oral para o Workshop de Avaliação. O registro sistemático qualifica, facilita e agiliza o trabalho de auto-avaliação e avaliação das aprendizagens.

As postagens favorecem a avaliação e para isso acontecer elas devem ser densas em conteúdo e análise. Lembrem que as postagens serão importantes se elas contemplarem argumentação forte e evidências concretas, buscadas na vida profissional, pessoal ou estudantil.


(Equipe do Seminário Integrador.)